quarta-feira, 18 de maio de 2011

Old Friends, new place.

Pois é, nas ultimas duas semanas tive duas visitas muito especiais aqui na ilha, trata-se do Ricardo Mendes e do Carlos Seixas, que mais que amigos, já são família, então é sempre bom podermos receber e mostrar aos amigos (ou à família) quão bom é o novo lugar onde moramos.
E a minha maior preocupação era fazer tudo para que eles adorassem ter estado aqui, o que se provou mais tarde que a preocupação era ridícula: a ilha tratou disso por si mesma. De tal forma que eu próprio aprendi a gostar ainda mais dela, aprendi a dar-lhe mais valor, isto porque deixei Portugal há 3 meses (mas que parecem 3 anos com tanta coisa que já aconteceu), e eles como acabaram de vir de lá conseguiam ter um termo de comparação mais eficaz para coisas que a mim já eram normais.
Entretanto a segunda semana estava reservada para o Rio, que depois da grande semana que passamos cá, tornou-se até um pouco custosa, foi uma quebra muito grande. E na verdade quando chegámos lá nada ajudou. O tempo estava péssimo, o hostel onde ficamos primeiro também. Eu pessoalmente não estava habituado a um ambiente mais pesado, ainda que depois acabei por me habituar e nunca me sentir inseguro a andar por lá, claro que também não andei no meio das favelas não é...
Depois o mau tempo continuou por mais 3 dias, acabamos também por nos mudar para um hotel que nem nome tinha mas era bastante bom, excelente relação qualidade-preço. À noite também tivemos azar. Os lugares que eram suposto estarem cheios apanhamos sempre vazios, a Lapa à quinta feira: vazia. Nós faziamos o pre-night no hotel, saíamos e tudo vazio! Voltavamos para casa ainda bebedos e sem sair , para no dia a seguir acordar com mau tempo... que azar!
E outra coisa amigos: as atracções turísticas do Rio não é para pessoas como eu que têm vertigens! Cristo Redentor, pão de acucar, tudo muito giro, mas eu só queria que o dia acabasse, porque as alturas mexem comigo, parece que tem um iman a puxar-me lá para baixo, então lá andava eu, encostado às paredes, a espreitar muito devagar as lindas paisagens que se vêm de uma altitude ao nível das nuvens...
De qualquer forma, quando é que o Rio resolveu mostrar todo o seu explendor? A poucas horas do voo, que foi quando o sol abriu, o calor surgiu e a praia de Ipanema mostrou todo aquele ambiente fantástico que me fez ter saudades do calor aqui de Floripa e do ambiente da praia Mole no Verão! De facto estava fantástico!
Eu queria ter percebido porque é que o meu grande amigo Helder que veio estudar para Floripa e agora vive no Rio, me dizia que apesar de amar Floripa, Rio é Rio, e deu para perceber um pouco com aquela tarde em Ipanema, de facto o clima muda muito as coisas, ainda que eu ache que nada consiga bater Floripa entre Novembro a Março, de facto no Inverno, quem quer calor e movimento talvez o Rio "is the place to be".
Anyway depois da custosa despedida, lá foram eles bastante deprimidos por terem que ir embora, mas é assim a vida, it is what it is.
Quanto a mim, meu deus o tempo já passou tão rápido! Daqui a um mês chega a minha irmã, tempo para aproveitar e ir com ela conhecer bem a ilha, assim como a Foz do Iguaçu e a cidade de Buenos Aires. Até lá, vai ser talvez o mês mais quietinho para mim. O tempo já não está tão bom, já tão cá menos pessoas que me são assim mais próximas, a chuva e o frio acabam por prender mais as pessoas, eu incluído. Assim, em princípio vou para Portugal no início de Julho (um pouco mais cedo que o previsto) para também aproveitar o calor daí (já tenho algumas saudades do rectangulozinho, admito) por uma razão muito simples - vou voltar cá o próximo ano, já seria impossível para mim passar o Inverno deprimente em Portugal e pensar que TUDO se está a passar em Floripa. Então este mês vou aproveitar também para fazer mais desporto, ir mais ao ginásio, trabalhar, e talvez viajar, é uma boa altura para o fazer, agora que tenho mais tempo...

:)*